O psiquiatra Carlos Sluzki (1997) descreve a rede social pessoal como o conjunto de vínculos significativos de um indivíduo além da família nuclear: parentes, amigos, colegas, vizinhos, profissionais e outros contatos. Sluzki mapeia cinco funções que esses vínculos sustentam, raramente concentradas num único vínculo: companhia social, apoio emocional, orientação diante de decisões, ajuda material e de serviços, e acesso a novos contatos.
Na clínica
A rede encolhe justamente nos momentos em que seria mais necessária: doença prolongada, luto, envelhecimento. Mapear a rede real de um cliente, e não presumi-la, é o que permite distinguir isolamento objetivo de isolamento percebido, e redistribuir funções que hoje recaem sobre uma única pessoa em vez de reforçar essa concentração.
Referências
SLUZKI, Carlos E. A rede social na prática sistêmica: alternativas terapêuticas. Casa do Psicólogo, 1997.