O que o genograma registra
Além da estrutura familiar (casamentos, nascimentos, óbitos, divórcios), o genograma registra, por meio de símbolos e linhas padronizados, a qualidade dos vínculos entre os membros: relações próximas, distantes, conflituosas, rompidas ou de fusão. Doenças recorrentes, migrações, segredos e perdas significativas também entram no mapa, quando o relato familiar os traz à tona.
Uso clínico
Levantado nas primeiras sessões, o genograma organiza visualmente o que o relato oral dificilmente sustenta: padrões que se repetem a cada geração, coincidências de datas, papéis que se transmitem sem nome (quem sempre cuidou de quem, quem sempre foi excluído). A própria construção do genograma junto à família já funciona como intervenção: nomear o que estava só implícito costuma deslocar a forma como os membros enxergam o próprio sistema.
Referências
McGOLDRICK, Monica; GERSON, Randy. Genograms in Family Assessment. W. W. Norton, 1985.